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Fonoaudiologia

Fonoaudiologia

Ciência cuja atuação tem enfoque na comunicação, tanto oral (pela fala) quanto escrita (ler e escrever), bem como na audição e nas funções orofaciais (sugar, engolir, mastigar e respirar).

A atuação fonoaudiológica ocorre em todas as idades, sem restrições. Da avaliação e auxílio do recém-nascido, à atuação em idosos tanto pela queixa de audição, quanto pelas outras dificuldades que surgem com o passar da idade.

Na maternidade, a Lei Federal 12.303/10 garante a realização do Teste da Orelhinha, nome popular da Triagem Auditiva Neonatal, ao recém-nascido. Este exame é de grande importância, pois pode diagnosticar possíveis dificuldades auditivas. Em 2014, a Lei nº13.002/14 também conferiu a todos os recém-nascidos o direito da avaliação do frênulo da língua, para verificar futuros problemas na amamentação, dentição e língua presa.

 

Nos casos de fissura labiopalatina, a Fonoaudiologia pode, ainda, auxiliar mamãe e bebê nas seguintes áreas:

- Amamentação: Alguns tipos de fissura labiopalatina podem levar à dificuldade na pega ao seio materno ou, até mesmo na mamadeira. O fonoaudiólogo é o profissional apto a realizar a avaliação da sucção do bebê, promovendo ajustes que favoreçam o aleitamento materno ao peito ou, para alguns casos, oferecendo alternativas para a oferta do leite materno por meio de utensílios como mamadeiras.

 

- Linguagem: Para a criança falar, é necessário o adequado desenvolvimento da linguagem (capacidade de compreender e dar significado a tudo que lhe cerca). Ao longo dos primeiros meses já é possível avaliar se este desenvolvimento está adequado para a idade. O balbucio, as primeiras palavras, a compreensão de ordens, são as etapas iniciais essenciais para que a criança, em mais alguns meses, já tenha condições de expressar suas vontades e necessidades por meio da fala. O acompanhamento fonoaudiológico permite, ainda, a orientação de estratégias simples de estimulação da linguagem, que a família pode incorporar em seu cotidiano e realizar com a criança. A criança com fissura labiopalatina tem condições para passar por todas as etapas do desenvolvimento da linguagem, ou seja, a fissura não causa nenhum tipo de atraso desta importante habilidade.

 

- Fala: Em relação à fala, algumas crianças podem desenvolver articulações compensatórias, como forma de falar o som de determinada letra sem a necessidade de usar as estruturas comprometidas pela fissura de palato. Nestes casos, o tratamento fonoaudiológico é indicado para a correção destes sons, conseguindo uma melhora importante da fala.

 

- Adequação da postura das estruturas da face: Muitas vezes a criança aprende um jeito errado de colocar a língua para falar, engolir ou, até mesmo, ficar com a boca fechada. Quando isso acontece, esta postura inadequada pode prejudicar o crescimento de outras estruturas, como os dentes, por exemplo.

Uma segunda situação, quando o adulto vai realizar a cirurgia ortognática, o acompanhamento fonoaudiológico tem como benefício o ajuste da musculatura da face e da língua, estruturas estas que serão submetidas à cirurgia e que necessitarão de ajustes tanto da força dos músculos, quanto da postura dos mesmos, evitando assim a recidiva do tratamento.

 

Assim, o acompanhamento fonoaudiológico nos casos de fissura labiopalatina ocorre desde as primeiras horas de vida e segue até a fase adulta, quando é possível verificar todo o progresso alcançado e assim, alcançar a alta fonoaudiológica.

Fga. Daniela Barbosa




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